O traçado urbano do Rio se expandiu sobre manguezais aterrados, morros de gnaisse e baixadas sedimentares. Cada avenida aberta na cidade — da Presidente Vargas à Linha Amarela — precisou vencer solos de comportamento radicalmente diferente. O CBR (California Bearing Ratio) é o parâmetro que dimensiona camadas de pavimento a partir da resistência à penetração do subleito. Nosso laboratório executa o ensaio em amostras indeformadas e compactadas na energia de projeto, simulando as condições de umidade que o pavimento enfrentará nas chuvas intensas do verão carioca. O resultado define a espessura de reforço, base e revestimento, e orienta a escolha entre soluções como pavimento flexível ou rígido conforme o tráfego previsto.
O CBR do subleito carioca varia de 1% em argilas orgânicas da Baixada a 20% em colúvios de encosta. Ignorar essa variabilidade é a causa raiz da maioria dos afundamentos precoces.
Metodologia aplicada em Rio de Janeiro

Fatores críticos do terreno em Rio de Janeiro
O erro mais frequente em obras viárias na cidade é compactar o subleito na umidade de campo sem corrigir para a ótima. O solo fica com aparência firme, mas o CBR não passa de 2%. Quando a primeira chuva de verão satura a camada, o pavimento perde suporte e aparecem trilhas de roda em semanas. Já vimos isso em loteamentos na Zona Oeste e em acessos industriais em Campo Grande. Outro deslize: usar CBR de empréstimo sem verificar a expansão. Solos com finos expansivos da Formação Macacu podem inchar mais de 3% e deslocar meio-fio e sarjeta. Nossa recomendação é clara: sempre ensaiar com imersão e sobrecarga, e repetir o CBR em trechos com mudança de solo a cada 200 metros lineares.
Precisa de uma avaliação geotécnica?
Resposta em menos de 24h.
Nossos serviços
O estudo CBR para projeto viário se integra a outros ensaios geotécnicos para garantir a vida útil do pavimento:
Compactação e Controle
Ensaio Proctor na energia de projeto e controle de campo com densidade in situ (cone de areia), assegurando o grau de compactação mínimo exigido para o subleito.
Caracterização Completa
Granulometria por peneiramento e sedimentação, limites de Atterberg (LL e LP) e classificação MCT para solos tropicais, correlacionando com o comportamento no CBR.
Dimensionamento de Pavimento
A partir do CBR de projeto calculamos espessuras de reforço, base e revestimento conforme método DNER, adaptado ao tráfego e clima da Região Metropolitana do Rio.
Perguntas comuns
Qual a diferença entre CBR in situ e CBR de laboratório?
O CBR de laboratório é moldado na energia e umidade controladas, ideal para projeto de camadas compactadas. Já o CBR in situ mede a resistência do subleito na condição natural, útil para avaliar a capacidade de suporte antes da terraplenagem. No Rio, onde o lençol freático é alto em zonas como Barra e Recreio, o valor in situ costuma ser menor que o de laboratório, e por isso exigimos a imersão de 4 dias para simular a condição crítica.
Quanto custa um estudo CBR para projeto viário?
O orçamento parte de $100.000, variando conforme o número de pontos de coleta, a extensão da via e os ensaios complementares (Proctor, granulometria, expansão). Para um estudo típico de pavimentação urbana com 5 furos e caracterização completa, o valor fica nessa faixa.
Qual o CBR mínimo exigido para subleito no Rio de Janeiro?
A especificação geral do DNIT pede CBR ≥ 2% para subleito e expansão ≤ 2%. Mas a prática no Rio é mais restritiva: recomendamos CBR ≥ 6% para tráfego leve e ≥ 12% para corredores de ônibus BRT ou vias com tráfego pesado. Abaixo disso, é preciso prever reforço do subleito com rachão ou brita graduada, especialmente nos solos moles da Baixada de Jacarepaguá.