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Rio de Janeiro, Brazil

Ensaio de densidade in situ: método do cone de areia no Rio de Janeiro

O solo residual jovem que recobre os maciços do Rio de Janeiro, produto da decomposição de granitos e gnaisses sob clima tropical, costuma surpreender até profissionais experientes. No aterro do Flamengo, por exemplo, a variabilidade vertical da densidade em menos de um metro é suficiente para gerar recalques diferenciais em pavimentos. O ensaio de densidade in situ pelo método do cone de areia determina a massa específica aparente seca — parâmetro indispensável para calcular o grau de compactação (GC) da camada executada. O procedimento segue a ABNT NBR 7185:2016, usando areia calibrada de Ottawa ou similar, e se aplica tanto a cortes em solo quanto a reaterros controlados. Em áreas de baixada com presença de argilas moles, é comum complementar a investigação com poços de inspeção para identificar lentes não compactáveis antes da liberação da camada.

A precisão do cone de areia depende mais do cuidado na escavação e na calibração diária do que do equipamento em si: no Rio de Janeiro, a umidade do ar é o fator que mais afeta a repetibilidade do ensaio.

Metodologia aplicada em Rio de Janeiro

A umidade relativa elevada e as chuvas de verão no Rio de Janeiro criam uma condição operacional que exige controle rigoroso da calibração da areia. Quando o frasco calibrador absorve umidade, o volume do cone padrão se altera, comprometendo a precisão do ensaio de densidade in situ. Em obras na Zona Oeste, onde os aterros são executados sobre solos compressíveis da Baixada de Jacarepaguá, a densidade de campo frequentemente se torna o único parâmetro de aceitação de camadas antes da liberação da fundação. O método do cone de areia se destaca por sua simplicidade mecânica — não depende de fontes radioativas nem de correlações eletrônicas — e fornece um valor direto de massa específica seca in situ. Em aterros rodoviários sobre solos expansivos, a comparação com a energia do ensaio Proctor de referência é o que define a aprovação ou rejeição do trecho compactado. Nossa equipe realiza o ensaio em conformidade com as especificações do DNIT 092/2006-ES, que detalham a sequência de escavação, pesagem e determinação da umidade da amostra extraída do furo.
Ensaio de densidade in situ: método do cone de areia no Rio de Janeiro
Ensaio de densidade in situ: método do cone de areia no Rio de Janeiro
ParâmetroValor típico
Norma de referênciaABNT NBR 7185:2016
Diâmetro mínimo do furo10 cm (solos finos) a 15 cm (pedregulhos)
Profundidade típica de ensaio15 a 20 cm (camada compactada)
Areia de ensaioAreia de Ottawa ou similar, calibrada e seca
Massa específica aparente seca (in situ)1,6 a 2,1 g/cm³ (típico em solos residuais)
Grau de compactação mínimo usual≥ 95% (Proctor Normal) ou ≥ 98% (Proctor Intermediário)
Frequência de ensaio (aterros)1 a cada 100 m³ ou por camada de 20 cm (DNIT)

Fatores críticos do terreno em Rio de Janeiro

O cone de areia portátil usado no ensaio de densidade in situ é um conjunto de frascos, placa de base e funil metálico que parece rudimentar, mas expõe riscos sérios quando mal operado. O erro mais comum no Rio de Janeiro é escavar o furo sem remover a camada superficial ressecada, o que leva a leituras de densidade artificialmente baixas. Em encostas com solos coluvionares, a presença de blocos de rocha subangulares pode danificar a placa de base e gerar um furo irregular, invalidando o volume medido. Outro risco crítico é a vibração de equipamentos próximos durante o ensaio: em frentes de obra com rolos compactadores em operação, o tremor pode adensar a areia dentro do furo e subestimar o volume real. Ignorar a calibração diária da areia — especialmente após períodos de chuva — é suficiente para comprometer todo o controle de compactação da obra e gerar não conformidades em auditorias.

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Normas aplicáveis: ABNT NBR 7185:2016 — Solo — Determinação da massa específica aparente in situ, com emprego do frasco de areia, DNIT 092/2006-ES — Determinação da massa específica aparente in situ com emprego do frasco de areia, ABNT NBR 6457:2016 — Preparação de amostras de solo para ensaios de compactação e caracterização

Nossos serviços


O ensaio de cone de areia raramente é contratado de forma isolada. Ele integra um programa de controle tecnológico que abrange desde a caracterização do material até a verificação da capacidade de suporte. No Rio de Janeiro, as demandas mais frequentes envolvem a combinação de ensaios de compactação de referência com a densidade de campo e a granulometria do material aplicado.

Controle de compactação em aterros

Execução do ensaio de densidade in situ por camada compactada, com cálculo do grau de compactação e desvio de umidade em relação à umidade ótima do Proctor de referência.

Verificação de bases e sub-bases granulares

Aplicação do método do cone de areia em camadas de brita graduada, solo-brita ou solo-cimento, seguindo as faixas granulométricas e energias de compactação do DNIT.

Auditoria de campo para reaterros de valas

Ensaios pontuais em reaterros de redes de drenagem, água e esgoto, onde a compactação deficiente é uma das principais causas de afundamentos em vias urbanas do Rio de Janeiro.

Perguntas comuns

Qual é o custo médio de um ensaio de densidade in situ pelo método do cone de areia no Rio de Janeiro?

Esse valor pode ser ajustado conforme o volume de pontos contratados, a distância da obra e a necessidade de ensaios complementares como Proctor ou granulometria.

Em que tipo de solo o ensaio de cone de areia não é recomendado?

O método do cone de areia não é adequado para solos com pedregulhos de diâmetro superior a 2 polegadas, porque o volume do furo se torna irregular e a areia preenche os vazios entre os blocos de forma imprecisa. Nesses casos, a ABNT NBR 7185 sugere o uso de métodos alternativos, como o cilindro biselado para solos finos ou o ensaio com balão de borracha, embora este último também tenha limitações em materiais grossos.

Com que frequência deve ser feita a calibração da areia durante uma campanha de ensaios no Rio de Janeiro?

A calibração da areia — determinação da massa específica aparente solta — deve ser verificada diariamente, antes do início dos ensaios. No clima do Rio de Janeiro, onde a umidade relativa pode oscilar entre 60% e 90% em um mesmo dia, a absorção de água pela areia altera seu peso específico e compromete a precisão do ensaio. Sempre que houver mudança de lote de areia ou após períodos de chuva, uma recalibração completa é obrigatória.

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