RD
Rio de Janeiro, Brazil

Ensaio de Permeabilidade In Situ (Lefranc/Lugeon) no Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro, com seus 6,7 milhões de habitantes espalhados entre maciços costeiros e baixadas sedimentares, impõe desafios hidrogeológicos que nenhuma estimativa indireta resolve. A permeabilidade de um solo residual da Gávea não tem nada a ver com a de um aterro sobre mangue na Barra da Tijuca. Por isso executamos o ensaio de permeabilidade in situ (Lefranc/Lugeon) diretamente no furo de sondagem, obtendo o coeficiente k real do terreno. Sem extrapolações de laboratório que ignoram fraturas, fluxo preferencial ou heterogeneidades. Para projetos de rebaixamento de lençol freático em subsolos na Zona Sul, a precisão desse dado define se a escavação avança ou para. Em obras de barragem e túnel na região serrana, o ensaio Lugeon com obturador pneumático é indispensável para avaliar a fraturação do maciço rochoso. A sondagem SPT fornece a estratigrafia, mas só o ensaio in situ traduz o comportamento hidráulico real.

Coeficiente de permeabilidade obtido diretamente no terreno, sem descompressão de amostra nem perda de finos durante o transporte ao laboratório.

Metodologia aplicada em Rio de Janeiro

Compare dois cenários comuns na cidade: um terreno no Jardim Botânico, sobre solo residual de gnaisse com fraturas preenchidas por argila, e outro em Jacarepaguá, com areias quartzosas de granulometria uniforme. No primeiro, o ensaio Lefranc revela um k na ordem de 10⁻⁵ cm/s, com variações abruptas por fratura. No segundo, o k sobe para 10⁻³ cm/s, mas o risco de piping é maior. Essa diferença define o tipo de contenção, a vazão das bombas de rebaixamento e até a viabilidade de um subsolo. Executamos o ensaio com piezômetro Casagrande ou obturador simples, medindo vazão estabilizada em regime laminar. Em rocha, o ensaio Lugeon aplica patamares de pressão crescente, registrando a absorção em unidades Lugeon. A interpretação dos resultados segue a NBR 16813 e as recomendações do U.S. Bureau of Reclamation. Complementamos a investigação com o ensaio CPT quando o perfil tem intercalações de areia e argila mole, e com o ensaio granulométrico para correlacionar textura com permeabilidade intrínseca.
Ensaio de Permeabilidade In Situ (Lefranc/Lugeon) no Rio de Janeiro
Ensaio de Permeabilidade In Situ (Lefranc/Lugeon) no Rio de Janeiro
ParâmetroValor típico
Tipo de ensaioLefranc (carga constante ou variável)
Meio ensaiadoSolo saturado, zona não saturada, aterro
Tipo de ensaio em rochaLugeon (obturador simples ou duplo)
Norma de referênciaNBR 16813, ASTM D6391
Intervalo de ensaio típicoA cada 3 a 5 metros de profundidade
Parâmetro obtidoCoeficiente de permeabilidade k (cm/s)
Aplicação diretaProjetos de rebaixamento, drenagem e cortinas

Fatores críticos do terreno em Rio de Janeiro

O obturador pneumático desce pelo furo revestido até a cota de ensaio. A borracha infla contra a parede do furo, isolando o trecho a ser ensaiado. A água é injetada por uma bomba de pressão constante, e o transdutor registra vazão a cada 30 segundos. Se a rocha tem fratura aberta, a vazão dispara e a pressão cai. Se está colmatada, o sistema estabiliza rápido. No Rio de Janeiro, onde os maciços do Corcovado e da Tijuca têm fraturamento tectônico expressivo, já registramos valores de 50 Lugeon em zonas de falha — o que obriga a redimensionar completamente o projeto de injeção. Ignorar o ensaio Lugeon em túnel ou fundação de barragem é assumir que a rocha é estanque. Um erro que custa atrasos e aditivos contratuais pesados. Nossos procedimentos incluem calibração do manômetro a cada campanha e verificação da estanqueidade do sistema antes de cada descida.

Precisa de uma avaliação geotécnica?

Resposta em menos de 24h.

Normas aplicáveis: NBR 16813 – Ensaio de permeabilidade em solos e rochas, ASTM D6391 – Standard Test Method for Field Measurement of Hydraulic Conductivity, ABNT NBR 6484 – Execução de sondagens para simples reconhecimento dos solos

Nossos serviços


A campanha de permeabilidade in situ no Rio de Janeiro exige planejamento logístico e interpretação geológica apurada. Nossos serviços cobrem desde a definição dos trechos de ensaio até o relatório final com perfil de condutividade hidráulica:

Ensaio Lefranc em solo

Carga constante ou variável em furos de sondagem. Ideal para caracterizar aqüíferos livres, camadas de areia e aterros. Relatório com k por trecho ensaiado.

Ensaio Lugeon em rocha

Cinco patamares de pressão conforme Houlsby. Obturador simples ou duplo. Essencial para túneis, barragens e fundações em maciço fraturado na região serrana fluminense.

Rebaixamento experimental

Bombeamento escalonado com poço de produção e piezômetros de observação. Determina raio de influência e vazão de projeto para cortinas de rebaixamento em subsolos.

Perfil de condutividade hidráulica

Integração dos dados de permeabilidade com o perfil geotécnico da sondagem. Gráfico de k versus profundidade para modelagem de fluxo em elementos finitos.

Perguntas comuns

Quanto custa um ensaio de permeabilidade Lefranc no Rio de Janeiro?

O valor de referência é de $100.000 por ensaio, podendo variar conforme profundidade, quantidade de trechos e necessidade de obturador especial. Enviamos orçamento detalhado após análise do perfil de sondagem.

Qual a diferença entre ensaio Lefranc e ensaio Lugeon?

O Lefranc é executado em solo, medindo permeabilidade em trechos granulares ou pouco coesivos. O Lugeon é específico para maciço rochoso fraturado, aplicando pressões escalonadas para avaliar a condutividade das descontinuidades.

Em que etapa da investigação geotécnica o ensaio de permeabilidade deve ser feito?

Após a execução das sondagens de reconhecimento. Com o perfil estratigráfico definido, selecionamos os trechos representativos para o ensaio in situ, otimizando a profundidade e o tipo de obturador.

O ensaio de permeabilidade in situ é obrigatório para projeto de rebaixamento?

Sim. A NBR 16813 e as boas práticas de engenharia exigem a determinação direta da condutividade hidráulica do aquífero. Usar apenas correlações granulométricas pode subestimar ou superestimar a vazão, comprometendo o sistema de drenagem.

Quanto tempo leva para executar e entregar o relatório do ensaio?

Cada ensaio Lefranc leva de 40 a 90 minutos, dependendo da estabilização da vazão. O ensaio Lugeon pode durar até 2 horas por trecho. O relatório completo, com interpretação e perfil de k, é entregue em até 5 dias úteis após o término da campanha de campo.

Cobertura em Rio de Janeiro