O Rio de Janeiro, com seus 6,7 milhões de habitantes espalhados entre maciços costeiros e baixadas sedimentares, impõe desafios hidrogeológicos que nenhuma estimativa indireta resolve. A permeabilidade de um solo residual da Gávea não tem nada a ver com a de um aterro sobre mangue na Barra da Tijuca. Por isso executamos o ensaio de permeabilidade in situ (Lefranc/Lugeon) diretamente no furo de sondagem, obtendo o coeficiente k real do terreno. Sem extrapolações de laboratório que ignoram fraturas, fluxo preferencial ou heterogeneidades. Para projetos de rebaixamento de lençol freático em subsolos na Zona Sul, a precisão desse dado define se a escavação avança ou para. Em obras de barragem e túnel na região serrana, o ensaio Lugeon com obturador pneumático é indispensável para avaliar a fraturação do maciço rochoso. A sondagem SPT fornece a estratigrafia, mas só o ensaio in situ traduz o comportamento hidráulico real.
Coeficiente de permeabilidade obtido diretamente no terreno, sem descompressão de amostra nem perda de finos durante o transporte ao laboratório.
Metodologia aplicada em Rio de Janeiro

Fatores críticos do terreno em Rio de Janeiro
O obturador pneumático desce pelo furo revestido até a cota de ensaio. A borracha infla contra a parede do furo, isolando o trecho a ser ensaiado. A água é injetada por uma bomba de pressão constante, e o transdutor registra vazão a cada 30 segundos. Se a rocha tem fratura aberta, a vazão dispara e a pressão cai. Se está colmatada, o sistema estabiliza rápido. No Rio de Janeiro, onde os maciços do Corcovado e da Tijuca têm fraturamento tectônico expressivo, já registramos valores de 50 Lugeon em zonas de falha — o que obriga a redimensionar completamente o projeto de injeção. Ignorar o ensaio Lugeon em túnel ou fundação de barragem é assumir que a rocha é estanque. Um erro que custa atrasos e aditivos contratuais pesados. Nossos procedimentos incluem calibração do manômetro a cada campanha e verificação da estanqueidade do sistema antes de cada descida.
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Nossos serviços
A campanha de permeabilidade in situ no Rio de Janeiro exige planejamento logístico e interpretação geológica apurada. Nossos serviços cobrem desde a definição dos trechos de ensaio até o relatório final com perfil de condutividade hidráulica:
Ensaio Lefranc em solo
Carga constante ou variável em furos de sondagem. Ideal para caracterizar aqüíferos livres, camadas de areia e aterros. Relatório com k por trecho ensaiado.
Ensaio Lugeon em rocha
Cinco patamares de pressão conforme Houlsby. Obturador simples ou duplo. Essencial para túneis, barragens e fundações em maciço fraturado na região serrana fluminense.
Rebaixamento experimental
Bombeamento escalonado com poço de produção e piezômetros de observação. Determina raio de influência e vazão de projeto para cortinas de rebaixamento em subsolos.
Perfil de condutividade hidráulica
Integração dos dados de permeabilidade com o perfil geotécnico da sondagem. Gráfico de k versus profundidade para modelagem de fluxo em elementos finitos.
Perguntas comuns
Quanto custa um ensaio de permeabilidade Lefranc no Rio de Janeiro?
O valor de referência é de $100.000 por ensaio, podendo variar conforme profundidade, quantidade de trechos e necessidade de obturador especial. Enviamos orçamento detalhado após análise do perfil de sondagem.
Qual a diferença entre ensaio Lefranc e ensaio Lugeon?
O Lefranc é executado em solo, medindo permeabilidade em trechos granulares ou pouco coesivos. O Lugeon é específico para maciço rochoso fraturado, aplicando pressões escalonadas para avaliar a condutividade das descontinuidades.
Em que etapa da investigação geotécnica o ensaio de permeabilidade deve ser feito?
Após a execução das sondagens de reconhecimento. Com o perfil estratigráfico definido, selecionamos os trechos representativos para o ensaio in situ, otimizando a profundidade e o tipo de obturador.
O ensaio de permeabilidade in situ é obrigatório para projeto de rebaixamento?
Sim. A NBR 16813 e as boas práticas de engenharia exigem a determinação direta da condutividade hidráulica do aquífero. Usar apenas correlações granulométricas pode subestimar ou superestimar a vazão, comprometendo o sistema de drenagem.
Quanto tempo leva para executar e entregar o relatório do ensaio?
Cada ensaio Lefranc leva de 40 a 90 minutos, dependendo da estabilização da vazão. O ensaio Lugeon pode durar até 2 horas por trecho. O relatório completo, com interpretação e perfil de k, é entregue em até 5 dias úteis após o término da campanha de campo.